quarta-feira, junho 15, 2005
BENJAMIN FRANKLIN

Homem do Iluminismo, Franklin contribuiu de maneira muito própria para que o Partido do Esclarecimento sobrepujasse o da Obscuridade.
Nas cercanias de Filadélfia, nodia 15 de Junho do ano de 1752, um roliço quarentão contemplava impacientemente as nuvens tempestuosas que se formavam no horizonte vindas do mar.
Era verão, época de atordoantes raios e trovões, propícia para a experiência que Benjamin Franklin há muito ambicionava fazer.
Não querendo mais aguardar que aqueles cúmulos-nimbos se movessem em sua direção, em pouco tempo, com o auxílio do filho, terminou por empinar uma pandorga que carregava um pequeno arame amarrado em suas varetas.
Ele atrairia a energia que as nuvens traziam dentro de si, prenhes de violência e tumulto que serviam às maldições dos deuses.
Foi uma cena inusitada ver aquele senhor sóbrio, respeitável, lançando pelos céus aquele pequeno pedaço de seda preso a um fio.
O próprio Franklin não fez questão de testemunhas do seu bem sucedido engenho, envergonhado de um possível fracasso em tentar neutralizar aquelas terríveis forças da natureza com um simples arame.
Tempos antes, quando começou a tomar gosto pelos experimentos com a eletricidade, tentou assar um peru utilizando-se das garrafas de Leiden, as quais provocariam um choque elétrico no bicho. Imaginou ser possível tostá-lo por meio de um espeto elétrico, num fogo também alimentado eletricamente.
A única vítima daquela operação terminou sendo o próprio Franklin que levou meses para se recuperar da terrível descarga, enquanto o peru lá continuou, pálido e cru como dantes.