quinta-feira, julho 07, 2005

 

FAROIS DE PORTUGAL



O Forte de Santa Marta, construído após a Restauração, era o primeiro ponto fortificado da linha de fortins então mandada levantar entre a Cidadela de Cascais e o Cabo da Roca.
As fortificações erguidas nas terras da Marinha e na praia do Guincho eram destinadas a barrar o acesso à vila e a impedir a repetição de um ataque, como no ano de 1580 praticara com pleno êxito, o Duque de Alba.
A primeira referência histórica provando a existência do Forte de S. Marta – certamente já há vários anos antes edificado, é, contudo, a Planta de 1693 incluída no conhecido Códice Cadaval, hoje arquivado na Torre do Tombo.
O Forte, guarnecido e artilhado em 1707, fazia, em 1735, parte dos então denominados Fortes da Marina de Fora da Praça de Cascais.
O terramoto de 1 de Novembro de 1755, culpado da quase total destruição de Cascais, apenas fez leves estragos no Forte de S. Marta.
A posição estratégica que tinha para fins militares também o tinha para a navegação, e no seu relatório, a Inspecção dos Faróis do Reino, em 1864, advogou a instalação de uma luz no Forte de Santa Marta, ficando sob a dependência do Serviço de Faróis em 8 de Novembro de 1867.
Em 1868, foi construída uma pequena torre, servindo de marca para de dia e recebendo aquilo que na época se chamava um “phanal” lenticular de luz vermelha, funcionando apenas como luz de direcção que se acendeu pela primeira vez na noite de 1 de Março.
A 3ª subcomissão da Comissão de Faróis e Balizas, encarregada da iluminação dos portos e balizagem fazia as seguintes considerações em 1882:
«É de toda a conveniencia que o pharolim de Santa Martha alem de servir como luz de direcção para a entrada do corredor ou barra do Norte de Lisboa, esclareça tambem uma parte do horizonte, assignalando por este modo a ponta do «Salmodo» (extremo oeste da bahia de Cascaes) aos navios que vem abrigar-se na mesma bahia das fortes nortadas que reinam uma parte do anno. Propõe a subcommissão para aquelle local um apparelho de luz fixa vermelha, illuminando 200º do horizonte, com painel annular (holoptotal de Stevenson) como luz de direcção para o corredor ou barra do Norte. Apparelho e lanterna devem ser montados na torre construída expressamente para esse fim, com mais quatro metros d´altura da que existe em S. Martha, a qual, allem de dannificada, não se presta ao estabelecimento d´uma luz nas condições propostas.»
Local:
No Forte de S. Marta
Altura:
20 m
Altitude:
25 m
Luz:
Oc WR 6s
Alcance:
W 18 M - R 14 M
Óptica:
5ª Ordem
Ano:
1868
Em 1936 procedeu-se a um aumento de 8 metros da altura da torre, devido ás novas construções que se vinham fazendo nas proximidades e que dificultavam grandemente a navegação que saía a Barra Norte, principalmente durante a tarde.
O projecto foi de M. Almeida e a obra foi adjudicada ao empreiteiro Mário Silva por 32.775$00. Ficou com uma altura de 20 metros.
Em 1949 foi instalado um sinal sonoro.
O farol foi electrificado com energia da rede pública em 1953, tendo simultaneamente sido ali instalado um sistema automático de reserva da fonte luminosa, funcionando por incandescência de acetileno, permitindo ao farol manter-se aceso em caso da falha de energia da rede.
Passou de luz fixa para luz de ocultações vermelha.
Em 1964 foi instalado um grupo electrogéneo para o caso da falha de energia da rede, desmontando-se consequentemente a instalação de acetileno.
Entre 1980 e 1981 procedeu-se aos trabalhos de automatização integral do farol, que passou a estar incluído na rede de telecontrolo das aproximações do Porto de Lisboa, no regime de não vigiado.
Em 2000 foi montado um novo sistema de monitorização.
Ainda no ano de 2000, foi celebrado um protocolo entre a Marinha e a Câmara Municipal de Cascais, para a cedência das habitações do farol, visando a criação de um núcleo museológico dedicado aos faróis, acrescentando assim mais um pólo de atracção turística na localidade de Cascais e, no caso da Marinha, um ponto de divulgação numa área de responsabilidade que, cada vez mais, desperta e cativa a atenção das populações, nomeadamente das zonas ribeirinhas.
Direcção de Faróis

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