quinta-feira, setembro 29, 2005
MICHELANGELO ANTONIONI

Realizou outras curtas metragens antes de dirigir seu primeiro longa, Crimes d'Alma (1950), estrelado por Lucia Bosé e Massimo Girotti.
E foi co-roteirista de Abismo de Um Sonho (1952), primeira longa metragem integralmente dirigida por Federico Fellini.
O cinema nunca mais seria o mesmo após o lançamento de sua trilogia da incomunicabilidade e solidão (A Aventura, A Noite e o inédito em vídeo O Eclipse), na qual ousou em sua experiência de manipulação do tempo e narrativa.
O último, O Eclipse, foi realizado no mesmo ano que Alain Renais lançou O Ano Passado em Marienbad (1961), outra obra fundamental para a subversão definitiva da relação entre tempo, espaço e narrativa.
A trilogia lhe valeu reconhecimento internacional e prêmios nos festivais de Berlim e Cannes.
Na Inglaterra, em 1967, dirigiu Blow-Up, que lhe valeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O filme marcou o início da carreira internacional de Antonioni, que se retirou de cena por 10 anos após derrame que o deixou parcialmente paralisado.
O retorno aconteceu em 1995, com o drama Além das Nuvens, co-dirigido pelo alemão Wim Wenders.
Aos 92 anos, o cineasta finalizou recentemente um dos três episódios de Eros, ao lado de Steven Soderbergh e Wong Kar-Wai.
Antonioni pertence a uma velha guarda de cineastas intelectuais que, como Pasolini, dedicou-se também a pintura e a escrita, seu livro de contos That Bowling Alley on the Tiber serviu de inspiração para Além das Nuvens.
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