sexta-feira, outubro 21, 2005
A LÂMPADA


Basta-nos apenas sentar junto a uma vela acesa, por alguns minutos, durante uma queda da energia eléctrica, para descobrirmos até que ponto aceitamos a luz eléctrica e quanto valor lhe damos.
Em anos sucessivos, Edison trabalhou para melhorar a luz eléctrica e, principalmente, para encontrar modos de fazer o filamento incandescente durar mais tempo antes de "queimar-se".
Com o uso, a parte interna superior do bulbo da lâmpada ficava enegrecida.
Parecia que partículas de carvão saíam do filamento e grudavam no vidro.
Como era de seu costume, tentou tudo aquilo que pôde pensar.
Um de seus esforços, sempre nas tentativas de errar ou acertar, consistiu em soldar uma plaquinha metálica dentro do bulbo da lâmpada elétrica, em cujo interior fizera vácuo (completa retirada do ar), perto do filamento, porém sem tocar nele.
A plaquinha e o filamento ficaram separados por um pequeno espaço de vácuo.
Edison, a seguir, ligou a energia elétrica para verificar se a presença da plaquinha conseguiria preservar mais a vida do filamento incandescente e se eliminaria a emissão de partículas que enegreciam internamente o bulbo da lâmpada.
Não conseguiu, e abandonou a tentativa.
Entretanto, notara que uma corrente elétrica fluía do filamento da lâmpada para a plaquinha metálica, através do espaço de vácuo.
Nada, nos vastos conhecimentos de electricidade prática de Edison, explicava aquilo; e tudo que Edison pôde fazer foi observá-lo, registar o facto em seu livro de notas, em 1884.
O fenômeno foi denominado efeito Edison, e essa foi sua única descoberta nos domínios da ciência pura — e não servia para nada !