sábado, novembro 26, 2005
HOWARD CARTER


Felizmente os ladrões de túmulos não tiveram êxito com este do jovem faraó da 18.ª Dinastia, e seu sarcófago permaneceu em segurança por mais de três mil anos.
O túmulo estava muito bem fechado na rocha.
No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados, um dentro do outro.
No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzita amarela com uma tampa de granito róseo.
Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos.
Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro. Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon.
Sobre o ataúde havia uma coroa de flores que ainda conservava todo seu colorido.
E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus.
Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, ceptros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro. As paredes e os tetcos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris.
As coloridas inscrições apresentam grande beleza. Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas. O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu. Cada objecto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefactos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.