sexta-feira, janeiro 06, 2006
RUDOLF NUREYEV


Em 1961, já na condição de primeiro bailarino do “Kirov Ballet”, durante uma tournée pelo Ocidente, pediu asilo político em França.
O “Ballet do Marquis de Cuevas” foi a primeira companhia para a qual dançou, obtendo um sucesso retumbante, que logo o faria integrar, na qualidade de artista convidado permanente, o “Royal Ballet”, de Londres, por treze anos consecutivos, de 1962 a 1975.
Apresentou-se pelo mundo inteiro ininterruptamente, produzindo um volume de trabalho quase inacreditável.
Com uma personalidade controversa, Nureyev possuía um estilo e ideias que influenciaram profundamente o mundo da dança, podendo-se mesmo afirmar que a participação da dança masculina no Ocidente tem duas etapas: antes e depois de Nureyev.
Por muito tempo, bailarinos do mundo inteiro copiaram o seu estilo, e até a própria Rússia recebeu, de certa forma, a sua influência.
Por outro lado, Nureyev jamais negou a importância da sua formação e, por outro, na sua dança que magnetizava o público, sobressaía para além do extremo esmero, a execução técnica, uma personalidade que misturava a arrogância de um felino ao requinte de um aristocrata.
Esta frase da sua autoria define-o da melhor forma:“Morro quando se apagam as luzes e só ressuscito pensando que amanhã voltarei a dançar”.
Faleceu no dia 6 de Janeiro de 1993.