quinta-feira, fevereiro 09, 2006
FIODOR DOSTOIEVSKY


O suposto assassinato de seu pai, o Dr. Mikhail Dostoievski, pelos próprios servos de sua propriedade rural em Daravoi, exerce enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoievski e motivará o polêmico artigo de Freud: Dostoievski e o Parricídio.
Aos 25 anos publica seu primeiro romance, Pobre Gente, onde trata da vida simples dos pobres funcionários da burocracia russa, com extraordinário sucesso em toda a Rússia.
Aclamado como gênio pelos mais exigentes críticos da época, entre eles Bielínski, que o considera o primeiro romancista social da Rússia, e Nekrassov que vê em Dostoievski um novo Gogol, em homenagem ao primeiro romancista russo moderno.
Entre suas obras de maior importância destacam-se os romances O Idiota, Crime e Castigo, Os Demônios e Os Irmãos Karamázov.
Publica também inúmeros contos: O Mujique Marëi, Sonho de um Homem Ridículo, Bobock e outros; além de novelas: O Senhor Prokhartchin, O Homem Debaixo da Cama, Uma História Suja e O Pequeno Herói.
Cria duas revistas literárias: O Tempo (Vrêmia) e Época, e ainda colabora nos principais órgãos da imprensa Russa.
Em 1849 é preso por participar de reuniões subversivas na casa de um agitador profissional, Petrachevski.
Condenado à morte, é submetido, juntamente com seus companheiros, a fuzilamento simulado, experiência que irá marcá-lo para o resto dos seus dias, cuja impressão deixará registrada em O Idiota.
Deportado para a Sibéria, cumpre 9 anos de exílio: 4 na fortaleza de Omsk e 5 como soldado raso em Semipalatinski.
Na prisão reune dados, traços, diálogos e histórias que constituirão As Recordações da Casa dos Mortos, romance autobiográfico que somente será publicado depois do seu exílio siberiano.
Epiléptico, suas crises se agravam na prisão.
A doença - motivo de intermináveis dissabores para o escritor - vai marcar alguns dos principais personagens de seus romances maiores: o Príncipe Mishkin, em O Idiota e Kirílov de Os Demônios.
O reconhecimento definitivo de Dostoievski como escritor universal surge somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: O Idiota e Crime e Castigo.
Seu último romance, Os Irmãos Karamázov, é considerado por Freud como o maior romance já escrito.