sexta-feira, novembro 17, 2006
RAINHA D. LEONOR


Leonor era filha do príncipe D. Fernando, Duque de Viseu e Condestável do Reino (filho do rei Duarte I de Portugal) e de Beatriz, também ela uma princesa de Avis.
Entre os seus irmãos contavam-se Manuel, Duque de Beja, e Diogo, Duque de Viseu.
Em 22 de Janeiro de 1470, casou-se com o rei D. João II, o qual era seu primo pelo lado paterno e materno.
Mesmo após a morte do rei, em 1495, a rainha mãe continuou a ser conhecida como rainha D. Leonor (ou a Rainha Velha) até à sua morte, sendo bastante respeitada na corte.
Teve dois filhos de João, um morto à nascença, e outro (D. Afonso de Portugal), presumível herdeiro do trono, morto num suspeito acidente de cavalo na valada de Santarém, em 1491.
O rei teve um bastardo de uma outra Senhora da Corte e dama da princesa D. Joana, a Beltraneja -D.Ana Furtado de Mendonça- antes do seu casamento com a rainha D. Leonor, o duque de Aveiro e Coimbra, Jorge de Lencastre.
Tentou então por todos os meios legitimar o filho, no que foi impedido pela esposa, que terá obrigado o rei a perfilhar como filho e a designar como herdeiro do trono português o seu irmão D. Manuel - o varão legítimo mais próximo do rei, que subiria ao trono em 1495 após a sua morte, como D. Manuel I, O Venturoso.
Esteve na origem da fundação do hospital termal das Caldas da Rainha, cujo nome foi dado em sua honra. Ainda hoje as Caldas da Rainha mantêm como armas, o brasão da Rainha D. Leonor, ladeado à esquerda pelo seu próprio emblema (o camaroeiro) e, à direita, pelo emblema de D. João II (o pelicano).
Ao manter estas armas, a cidade é das poucas povoações do país a possuir um brasão anterior à normalização da heráldica municipal levada a cabo no princípio do séc. XX.
Faleceu no paço de Enxabregas.
Quis ficar sepultada no Convento da Madre de Deus, em campa rasa, num lugar de passagem, para que todos a pisassem, gesto de humildade que comoveu a nação.